quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

USO BICICLETA

A falta de ciclovias ainda é um problema para quem anda de bicicleta em Salvador. O ciclista coloca a vida em risco ao trafegar nas principais avenidas da capital baiana. Dividir espaço entre carros e ônibus não é uma tarefa fácil para quem anda de bicicleta em Salvador. Seja por lazer ou como transporte alternativo, é preciso tomar alguns cuidados para transitar com segurança, como destaca Lúcia Saraiva, funcionária pública e líder do grupo Amigos de Bike. O Brasil já possui uma frota de 36 milhões de veículos que despejam no meio ambiente 90% dos gases poluentes e de efeito estufa. Por este motivo as bicicletas, que não precisam de combustível para realizar a locomoção das pessoas, são uma peça chave no combate à poluição nas grandes cidades. Para que cada vez mais pessoas utilizem este meio de transporte, Lúcia Saraiva dá algumas dicas, baseadas no código de segurança do ciclista, para que os riscos de quem anda de bicicleta no trânsito sejam diminuídos; Para Mário Sérgio, funcionário de uma loja especializada em bicicletas, a procura nas lojas tem aumentado, e não só por jovens. Os idosos também tem preferido manter a forma através das pedaladas. Para ele a falta de segurança é um dos perigos encontrados pelos ciclistas em Salvador. http://www.irdeb.ba.gov.br/jornaleducadora/?p=2385

terça-feira, 9 de junho de 2009

A IMPORTÂNCIA DO EXERCÍCIO FÍSICO NA TERCEIRA IDADE

A IMPORTÂNCIA DO EXERCÍCIO FÍSICO NA TERCEIRA IDADE
Por Osvaldo Marques
“Eu não sei o que é terceira idade. Viver é aquilo que quero para usufruir até a hora de morrer”. É o que fala o Coronel Ivan “Barata”, 68, Professor de Educação Física, formado pela Escola de Polícia Militar em São Paulo, e, Professor de Biologia, graduado pela UFBa. Ex-Pára-quedista, atleta ativo de duathlon, triathlon, aquathlon e mergulho.
O número de idosos que se encontram na faixa etária acima dos 75 anos, hoje no Brasil, têm aumentado consideravelmente em relação às décadas passadas. É o que relata o IBGE: Em 1980, existiam cerca de 16 idosos para cada 100 crianças; em 2000, essa relação praticamente dobrou, passando para quase 30 idosos por 100 crianças. O número de idosos acima dos 75 anos aumentou 49,3%, e dentre eles, os idosos de sexo feminino superaram o número de idosos masculinos. Em 1991, as mulheres correspondiam a 54% da população de idosos; em 2000, passaram para 55,1%. Portanto, em 2000, para cada 100 mulheres idosas havia 81,6 homens idosos, e dentre Eles, a maioria passou a praticar exercícios após os 50 anos, alguns por recomendação médica e outros por bem estar e vaidade. Existem também os idosos que são atletas ativos em plena à terceira idade. Dois exemplos semelhantes podem ser conferidos nessa reportagem:

Apaixonado pela Educação Física, o Coronel Barata começou a prática dos exercícios físicos aos 17 anos, pela Academia da Polícia Militar. Por conceder o direito a uma modalidade, sua preferência foi atletismo, corridas e saltos. Para ele, essa paixão vem de uma tendência pessoal através da genética.
Desde cedo Ivan já defendia a escola da Polícia Militar pelo atletismo, apesar de enganar um pouco no futebol, basquete e natação. Logo partiu para o grupo de elite, onde após as aulas viajava para se dedicar aos esportes. Quando surgiu o triathlon, as competições ainda eram juntas com mulheres, foi quando o Coronel largou o pára-quedismo para evitar as contusões e fraturas, e passou a se dedicar apenas ao triathlon, que é dividido em 750m de natação em lago ou mar, 20 km de track (bike) e 5 km de atletismo. Em seguida passou para o Olímpico, que é o dobro do triathlon, posteriormente partindo para o man iron man, que é o dobro do olímpico, e, finalmente, para o iron man com: 4 km de natação, 180 km de track (bike) e 42 km de atletismo. Seu treino diário é de duas modalidades, sempre revesando todos os dias para não forçar as articulações, e uma vez por semana ele faz o longão, que é uma corrida de atletismo de 25 a 30 km; ou ciclismo de 100 a 120 km; ou natação de 5 a 6 km. Para Ivan a saúde é como um terreno baldio: se não plantar frutas, só nasce capim. Para ele o exercício físico reconstitui a corrente sanguínea e é muito bom para a fisiologia.
Ivan participou do primeiro campeonato de triathlon da Bahia, que foi o 2 de julho, perto da Barra, em 1980; e cita também Ilhéus como um dos melhores campeonatos do mundo. Participou da conferência mundial em Vitória do Espírito Santo. Fezendo o desafio do século de super-man da morte com a travessia Salvador/Mar-Grande, 40 km track (bike) e 10 km de atletismo. Segundo Ivan, Ele foi o único ser humano que aceitou o desafio, e, só fez essa prova apenas uma vez, já tinha feito oito vezes a travessia Salvador/Mar-Grande.
Coronel Barata é octa-campeão baiano; tri-campeão brasileiro e bi-campeão Sul-americano. Arca com todas as despesas para o treino, como: despesas para acompanhamento de barco no mar, dentre outras. Ivan tem acompanhamento de Orientador fisiológico, que inclusive já falou que seu caso é de uma pessoa diferente, e está sempre consultando outros médicos como cardiológico. Ele critica a política pública do Brasil, ministro de esportes, e diz também que falta investimentos em crianças para a preparação, para um determinado tempo, até estar apto a participar de competições como olimpíadas. “Inclusive, é por isso que o Brasil nunca vai ter medalhas de ouro. Por que quando surge um atleta em destaque, pode ter certeza que logo após a competição, os patrocinadores vão os abandonar”.
As mulheres, envaidecidas, sobretudo, com suas belezas, vêm se preocupado um pouco mais com a saúde e estética em relação aos homens. Contudo, suas presenças têm superado os homens em consultas medicinais, check-ups, atividades físicas, e até mesmo a cirurgias de lipoaspiração para rejuvenescer. Esse por sua vez, não é o caso de Maria Dalva.
Maria Dalva, 54, mais conhecida como “Black”, Maratonista há trinta anos, corre todos os dias. Para ela o exercício físico tem que vir desde cedo, pois, essa resistência tem que se fortalecer a cada ano que passa. Black corre uma maratona por ano, e já passou por 19 maratonas. A cada mês participa de duas ou três competições de 12 a 25 km. Sua última prova foi no dia 17 de março de 2008, em Aracajú, com 25 km, chegando na terceira colocação em sua categoria. A Maratonista ressalta que é preciso muita força de vontade e um planejamento com acompanhamento profissional. Seu professor Gilmário, mais conhecido como “Alegria”, seleciona uma planilha semanal, outra mensal, para seguir passo a passo as etapas do treinamento. Dalva também pratica academia de musculação há 30 anos. “É importante fazer musculação para fortalecer toda musculatura e não ficar exposta às lesões, apesar de que todo atleta sentir dores musculares”, fala a maratonista. Para Black, a maior dificuldade é manter o ritmo, pois, tem que acordar todos os dias 4 ou 5hs da manhã para treinar e depois se arrumar para ir ao trabalho. Black trabalha como cabeleireira há 19 anos, e sustenta uma filha de cinco anos.
Para quem pretende começar uma atividade física, Black dá a dica: “Nunca é tarde. O importante é começar. Porém tem que ter cuidado”. Black diz que os resultados dessa prática de exercícios, Ela sente em sua auto-estima e na alegria de viver. Além disso, a melhor parte para Ela, é que ninguém nunca imagina que a sua idade é 54 anos.
Para o Professor de Educação Física e graduando em fisioterapia, Carlos Bittencourt, 30, mais conhecido como “Alemão”, o exercício físico na terceira idade é muito importante para a prevenção e tratamento de doenças como: hipertensão, diabetes, artroses, e outras, além de melhorar todo sistema respiratório e as articulações. “Todo cuidado é pouco. É preciso respeitar os limites de cada um. Pois, cada caso é um caso diferente. Para isso, é indispensável o acompanhamento de profissionais para atender as necessidades divergentes. Antes de tudo, assim como qualquer pessoa que estiver começando a exercitar as atividades físicas, é fundamental, principalmente os idosos, que também passem por uma avaliação física. A partir daí pode-se saber qual o procedimento cabível para cada um”.
Dentre os problemas de saúde mais comuns nos idosos, o professor destaca a diminuição de habilidades de audição, visão, coordenação motora, tendência de perda de cálcio pelos ossos, desvio de coluna, diminuição da elasticidade muscular e vascular, dentre outros. Para Alemão, as faltas dos exercícios físicos poderão acarretar nos surgimentos de lesões, o que posteriormente levará o indivíduo à diminuição da sociabilidade, e, por fim acaba levando a pessoa a chegar à depressão, causada pela baixa auto-estima.
Para ter uma boa qualidade de vida o Professor de Educação Física diz que é importante que todos não só pratiquem esportes, mas que façam exercícios físicos, moderação nas farras, nas noites perdidas, e também ter uma boa alimentação balanceada.
Jair, 64, lutador de karatê, já praticou dança, capoeira, e, hoje corre cerca de 50 minutos, além de praticar musculação. Jair passou a se dedicar aos esportes a partir dos trinta anos para conseguir se livrar do vício do cigarro. Para ele o esporte é tudo. “Me sinto muito mais leve o rejuvenescido. As pessoas não falam que tenho 64 anos”. Jair conseguiu se livrar do vício, e vive uma vida muito mais saudável.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Música popular massiva e gêneros musicais: produção e consumo da canção na mídia

Música popular massiva e gêneros musicais: produção e consumo da canção na mídia.

“A separação entre aspectos midiáticos da música popular massiva só é possível para fins analíticos, uma vez que as estratégias de comunicação presentes nas expressões plásticas da música são também expressões midiáticas”. Essa é a frase de fechamento do texto: Música popular massiva e gêneros musicais: produção e consumo da canção na mídia, de: Jeder Janotti Junior.
Um texto pertinente à análise midiática da música popular massiva como contribuição importante para a compreensão do papel que as canções ocupam na cultura e na comunicação contemporâneas e como surgiram as primeiras canções. Para o autor, as dimensões plásticas e materiais da música massiva, como também: a performance, a voz, o corpo e o ritmo, estão diretamente ligados às definições de canção popular massiva e gêneros musicais, bem como as estratégias de produção de sentido desses formatos.
Para Jeder Janotti Junior, a canção é considerada ponto de partida para a abordagem dos aspectos sociais e culturais inscritos nas condições de consumo da música popular massiva como fenômeno comunicacional. Portanto, os aspectos plásticos estão relacionados à teoria metodológica e os pressupostos semióticos, junto com os estudos culturais em suas aplicações às manifestações culturais e suas aplicações na música surgida no século XX. Sobretudo, torna necessário dizer que música popular massiva está ligada às expressões musicais que surgiram no século XX, e que por conta da evolução e dos aparatos tecnológicos, pode-se relacionar a configuração da música popular massiva aos aparelhos de reprodução e gravação musical, o que envolve as lógicas mercadológicas da indústria fonográfica, os suportes de circulação das canções e os diferentes modos de execução e audição relacionada a essa estrutura.
O texto passa a falar do papel da música popular massiva, e seu rumo com a evolução da tecnologia, e todo o aparato criado através da necessidade de juntar uma coleção com informações musicais, desde compositor aos músicos participantes. A música ganha um papel importante na sociedade brasileira, pois, iniciando como primeiro gênero da música popular brasileira: o Samba, que por destacar a repetição do “Refrão”, tem como privilégio nas canções e nos temas recorrentes, o acompanhamento do público em suas execuções.
“O refrão é o elemento básico da canção popular massiva, que pode ser definido como um modelo melódico ou rítmico de fácil assimilação. Tem como objetivos principais sua memorização por parte do ouvinte e a participação de “cantar junto”, do receptor no ato de audição e o sentido repetido várias vezes na canção”. É o que caracteriza a música popular massiva. O autor usa explos da tecla repeat dos tocadores de CDs e MP3 até a aspiral repetitiva que caracteriza as programações das rádios e TVs especializadas em videoclipes.
Com o decorrer do tempo, a música popular massiva vai aumentando valores, e passa a ser produzida sob endereços, onde são envolvidos os gêneros musicais que envolvem: as regras econômicas (direcionamento e apropriações culturais), regras semióticas (estratégia de produção de sentido inscritas nos produtos musicais), e regras técnicas e formais (que envolvem a produção e a recepção musical em sentido estrito).
“Gêneros Musicais é definido por elementos sociológicos e ideológicos: é uma aspiral que vai dos aspectos ligados ao campo da produção às estratégias de culturas inscritas nos produtos midiáticos”.
Gênero é o conjunto formado para a construção de um rótulo. “São modos de mediação entre estratégias produtivas e o sistema de recepção, entre os modelos e os usos que os receptores fazem desses modelos por intermédio das estratégias de leitura dos produtos midiáticos. Antes de ser um aspecto imanente estritos da música, o gênero estaria presente no texto pelas suas condições de produção e consumo.
A música ganha força e rotulação; ou seja: modo de partilhar a experiência e o conhecimento musical. É o momento que nota-se o importante modo de definir o endereçamento de canções em termos mercadológicos e textuais. Elementos sonoros como: distorção, altura e intensidade da voz, papel das letras e autoria e interpretação, harmonia, modo, melodia e ritmo ganham contornos e importância diferenciadas.
O sentido e o valor da música popular massiva estão relacionados também aos aspectos históricos e aos elementos semióticos, que dão uma significação de determinado tipo de música para determinado tipo de público. O que se tornou hoje um fato comum, sobretudo, nas diferentes rádios musicais que procuram atingir classes diferentes. Ex: Rádio Educadora a Rádio Piatã.
Na elaboração de comercias para as mídias rádio e TV, também são solicitadas músicas com tema e estilo musical. É onde se confirma a autenticidade de endereçamento.